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05/03/2019

Conhecendo a Armadura de Deus



A armadura de Deus é a completa virtude espiritual provida por Deus aos crentes a fim de capacitá-los para a guerra contra as forças do mal. A ordem bíblica é para que os cristãos estejam revestidos de toda a armadura de Deus. Através do estudo bíblico do capítulo 6 da Epístola aos Efésios, podemos estar conhecendo a armadura de Deus da forma correta (Efésios 6.10 a 20).

O significado da armadura de Deus

A expressão “armadura de Deus” traduz uma palavra grega que se refere ao equipamento completo de um soldado de infantaria. A palavra para armadura no texto é o grego panóplia que vem de pan, que significa “toda”, e hopla, que significa “armas”. Por isso o apóstolo Paulo enfatiza que os crentes devem tomar “toda a armadura de Deus”. Essa armadura espiritual é formada por diferentes elementos, mas é também uma perfeita unidade.
Isso significa que no ensino bíblico não faz sentido usar apenas uma ou outra arma espiritual e desprezar as demais. Ou alguém está vestido com toda a armadura de Deus ou está completamente vulnerável aos ataques de Satanás.

Por que devemos vestir a armadura de Deus?

Devemos estar vestidos de toda a armadura de Deus porque cada cristão verdadeiro está envolvido em uma intensa batalha espiritual. Antes de falar especificamente sobre a batalha espiritual que todo crente está envolvido, Paulo já havia falado algumas coisas fundamentais que nos ajudam a entender por que é necessário que o crente esteja vestido de toda armadura de Deus.
Primeiro, ele falou sobre a beleza do plano eterno e soberano de Deus para a salvação. Depois, ele falou sobre a posição da Igreja em Cristo; destacando as bênçãos e os privilégios desfrutados pelo salvos, bem como os deveres em sua caminhada na fé em direção à santidade em todas as esferas da vida através da capacitação do Espírito Santo.
Mas Paulo também explica que tudo isso não seria algo fácil e sem oposição. Os crentes seriam desafiados e teriam que provar dia após dia que realmente foram chamados por Deus. A vida cristã não se resume apenas às bênçãos da salvação, mas também inclui nossa posição contra os desejos pecaminosos da carne e as forças espirituais das trevas.
Satanás e seu exército demoníaco se dedicam completamente a fazer oposição a Cristo e seu povo. As forças do mal querem destruir a obra de Deus. A realidade dessa guerra não pode ser subestimada. Não se trata de uma simples luta contra meros seres humanos. O apóstolo Paulo diz que “nossa luta não é contra carne e sangue, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais” (Efésios 6.12).
Isso explica perfeitamente por que devemos estar vestidos com a armadura de Deus. Sem essa armadura providenciada pelo Senhor não temos qualquer chance nessa guerra. O texto bíblico explica a importância fundamental dessa armadura para a vida cristã.
Por duas vezes o texto diz: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderes ficar firmes contra as ciladas do diabo”; e: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Efésios 6.11 e 13).

O que significa vestir toda a armadura de Deus?

A Bíblia diz que estar vestido de toda a armadura de Deus significa estar fortalecido no Senhor e na força do seu poder (Efésios 6.10). Revestir-se da armadura de Deus implica em viver a vida cristã da forma correta e plena; significa estar de pé no poder sustentador de Deus.
À parte de Cristo, o cristão nada pode fazer. A fonte do poder do cristão é o próprio poder de Deus (João 15.1 a 5). As Escrituras revelam claramente o quão infinito é o poder de Deus. Mas o que Paulo quer dizer com “a força do seu poder”? Nessa expressão o apóstolo basicamente usa as mesmas palavras de quando ele fala sobre o poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos; bem como ressuscitou os crentes de seu estado de morte espiritual (Efésios 1.19, 2.4 a 6).
Então vestir toda a armadura de Deus é buscar esse poder de Deus, e ser infundido por ele. O mesmo apóstolo certa vez disse: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13). Esta declaração explica de forma prática o que significa revestir-se da armadura de Deus. Somente alguém vestido com toda a armadura de Deus pode dizer algo assim.

Usando a armadura de Deus

Dissemos que vestir a armadura de Deus significa estar apto, pelo poder e virtude do Senhor, a resistir aos ataques malignos. Essa verdade reforça a ideia de que precisamos conhecer muito bem o contexto em que usamos a armadura de Deus.

Em primeiro lugar, foi Cristo quem derrotou definitivamente Satanás e conquistou na cruz o poder do pecado e da morte (Romanos 5.18 a 21, 1 Coríntios 15.56 e 57, Hebreus 2.14). Portanto, lutamos numa guerra cuja vitória já foi conquistada.

Em segundo lugar, apesar de ser um exército derrotado, as forças das trevas se empenham em causar o máximo de estrago possível antes de sua ruína final no dia do glorioso retorno de Cristo. Satanás e os demônios não podem escapar do destino que já lhes foi decretado por Deus. Por onde quer que vão eles arrastam sobre si a maldição do juízo divino. Mas enquanto eles caminham para o local de sua condenação eterna, eles atacam os soldados do Reino de Deus.
Então vestidos da armadura de Deus, nosso papel é semelhante a um soldado que monta guarda num território conquistado. A luta do crente é fundamentada na vitória conquistada por Cristo. Por isso Paulo é enfático ao falar: Estais firmes! Resistam! Vigiem e perseverem! (Efésios 6.10, 13, 14 e 18). Mas não confunda isto com um papel meramente passivo e defensivo. Em sua resistência os crentes se defendem, mas também atacam. É uma resistência ofensiva que faz com que o inimigo fuja em retirada (Tiago 4.7).

Além disso, vestir-se da armadura de Deus também é algo que inclui tanto a soberana graça de Deus como a responsabilidade humana. É o crente quem deve vestir-se com essa armadura; é o crente quem deve usá-la completamente em sua vida diária. Contudo, Deus é quem providenciou essa armadura; Ele é quem forjou essas armas e como uma dádiva Ele entregou sua armadura aos seus filhos. Por isso sem o poder divino, ninguém é capaz de usar a armadura de Deus.

Conhecendo a armadura de Deus

O apóstolo Paulo usou certas armas que equipavam um soldado da infantaria nos tempos antigos como figura das armas espirituais que equipam os crentes. É possível que ele tivesse em mente um soldado romano; embora o equipamento pessoal de guerra dos romanos em sua época tivesse algumas pequenas diferenças da armadura que ele descreve.
Por isso que alguns comentaristas dizem que provavelmente Paulo tenha combinado essa figura do soldado romano com algumas referências do Antigo Testamento que retratam Deus, ou o Messias, como um guerreiro. Por exemplo: o profeta Isaías fala de Deus vestido de justiça como de uma couraça, e com o capacete da salvação na cabeça (Isaías 59.17, Isaías 11.5, 49.2). De forma maravilhosa e extraordinária, Paulo explica que agora Deus dá aos crentes essas armas.

Outra questão discutida sobre a armadura de Deus é como devemos entender o seu caráter. Há duas interpretações. 

A primeira diz que a armadura de Deus deve ser vista como sendo o próprio Cristo e tudo aquilo que Ele conquistou na cruz em nosso favor. Então a armadura de Deus são os méritos de Cristo imputado por Deus em nós.
Nesse aspecto vestir a armadura de Deus é vestir-se do próprio Cristo. Por exemplo: vestir a couraça da justiça é vestir-se da justiça de Cristo; vestir o cinturão da verdade é vestir-se da verdade de Cristo etc.

A segunda interpretação diz que a armadura de Deus deve ser vista como um conjunto de virtudes morais que os crentes devem demonstrar em suas vidas a fim de não dar ocasião ao diabo. Por exemplo: vestir a couraça da justiça significa ter uma conduta de vida reta e justa.
A primeira interpretação sem dúvida parece ser a que melhor se harmoniza ao contexto; afinal, Paulo diz que os crentes devem ser fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Contudo, a segunda interpretação não deve ser completamente anulada. Isto porque aquele que está vestido da justiça de Cristo, por exemplo, necessariamente procurará ter uma vida caracterizada pela retidão. Então a segunda pode ser vista como uma consequência da primeira.

Cinturão da verdade

O primeiro elemento da armadura de Deus citado por Paulo é o cinturão da verdade. Ele diz: “Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade” (Efésios 6.14). Aqui o apóstolo tinha em mente o cinturão de couro que os soldados usavam. Esse cinturão protegia a região do baixo abdômen e tinha papel fundamental para todo restante da armadura. Ele prendia a túnica do soldado, sustentava a couraça e servia de suporte para a espada.
Na armadura de Deus, essa verdade não é outra senão a verdade de Cristo; a veracidade do Evangelho. O próprio Jesus declara: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará“; e ainda: “Eu sou o caminho a verdade e a vida“ (João 8.33, 14.6).
Vestir o cinto da verdade é se vestir da verdade de Cristo. É ter sua vida sustentada pela verdade da Palavra de Deus. Consequentemente, aquele que está vestido da verdade de Cristo também terá uma vida marcada pela autenticidade, pela sinceridade. Ele jamais apoiará o engano.

Couraça da justiça

Após falar do cinturão da verdade, Paulo diz que o crente deve vestir a couraça da justiça (Efésios 6.14). A couraça era um traje feito de metal ou um combinado de couro duro, e que protegia o tronco do soldado, onde estavam o coração e outros órgãos vitais.
Como já foi exemplificada aqui, a couraça da justiça fala da própria justiça de Cristo imputada no crente. Mas essa justiça imputada obviamente irá conduzir o crente a uma justiça prática e diária.

Calçados com o Evangelho da paz

Paulo diz: “Calçai os pés com a preparação do Evangelho da paz” (Efésios 6.15). Os soldados romanos usavam calçados feitos de couro duro com o solado cravejado com pregos agudos. Esses calçados davam estabilidade ao soldado, pois se prendiam ao chão.
Ao usar a analogia do calçado do soldado como figura da prontidão do Evangelho da paz, o apóstolo fala da segurança, da confiança e do conforto que há nas boas novas da reconciliação com Deus pela obra de Cristo. O crente só pode lutar na batalha espiritual se tiver em paz com Deus através de Cristo.

Escudo da fé

O crente deve estar embraçando sempre o escudo da fé, com o qual ele poderá apagar os dardos inflamados do Maligno (Efésios 6.16). Paulo aqui usa a figura do escudo romano retangular que tinha pouco mais de um metro de altura. Ele era grande o suficiente para cobrir todo o corpo do soldado que se escondia atrás dele.
Esses escudos muitas vezes eram umedecidos para poder apagar as flechas incendiárias lançadas pelos inimigos. Paulo compara essas flechas que causavam grande estrago com as tentações lançadas por Satanás contra os crentes. Mas a plena confiança em Deus e em Sua Palavra é um escudo eficaz contra essas setas. A fé salvadora é o escudo forte do crente.

Capacete da salvação

O texto bíblico diz que o crente deve tomar o capacete da salvação (Efésios 6.17). Nem é preciso explicar o quão importante é o capacete para um soldado num campo de batalha. Na armadura de Deus, o capacete é o capacete da salvação.
Um dos principais intentos de Satanás é lançar dúvidas quanto à salvação do crente. Mas equipado com o capacete da salvação, o Cristão permanece firme nas promessas de Deus acerca da segurança eterna de sua salvação.

Espada do Espírito

Vestido com o capacete da salvação, o crente também deve estar empunhando a espada do Espírito. Naquele tempo, a espada era a arma mais eficaz de um soldado da infantaria. Nenhum soldado ia para o campo de batalha sem portar uma espada.
Assim também deve ser o crente na batalha espiritual. O tipo de espada usada por Paulo em sua analogia era uma arma curta e letal, usada tanto para se defender quanto para atacar. O próprio apóstolo claramente explica que a espada do Espírito é a Palavra de Deus (Efésios 6.17).

Como vestir e usar a armadura de Deus?

O apóstolo Paulo termina sua analogia sobre a armadura de Deus ensinando como o cristão pode vestir essa armadura. Ele diz que é somente por meio de ter uma vida de oração que o crente pode estar devidamente equipado com a armadura de Deus e pronto para a guerra espiritual.
Já dissemos que o cristão nada pode fazer por suas próprias forças. A fonte de sua força é o poder do próprio Deus. Assim como um soldado deve estar em completa comunhão com seu comandante através de uma comunicação apropriada, o crente deve estar em plena comunhão com Deus através da oração.

O apóstolo ainda é bem específico em falar sobre como deve ser a vida de oração do soldado de Deus. Ela deve incluir orações e súplicas, isto é, uma variedade que inclui adoração, ação de graças, confissão, intercessão e petição. Quanto à frequência, ela deve ser em todo tempo.
A vida de oração daquele que veste a armadura de Deus deve ser no Espírito. Isso significa que a oração do crente deve estar submissa e alinhada à vontade de Deus. Paulo ainda aponta a vigilância como o modo que caracteriza a vida de oração do cristão, e fala da necessidade da perseverança.
Então vestido da armadura de Deus, os alvos da oração do crente deve ser “todos os santos” (Efésios 6.18). Num campo de batalha, um bom soldado sempre deve ser solidário, encorajador e comprometido aos companheiros que lutam ao seu lado. Então que possamos entender esta urgente verdade bíblica, e que tomemos posse cada vez mais da armadura de Deus que nos foi providenciada por Ele.

22/01/2019

O que são os 5 solas da reforma protestante




Os 5 solas são proposições teológicas que sintetizam os pilares da Reforma Protestante. Eles expressam em cinco frases latinas o conceito da teologia reformada em oposição à teologia católica.

Os cinco solas são: sola Scriptura, solus Christus, sola Gratia, sola Fide e soli Deo Gloria.

A palavra latina sola significa “unicamente” ou “somente”. Assim, os 5 Solas significam: Somente a Escritura, Somente Cristo, Somente a Graça, Somente a Fé e Somente a Deus a Glória.

A origem dos 5 solas.

Apesar de os conceitos expressos nos 5 solas serem evidentes na teologia da Reforma Protestante, tais conceitos foram sintetizados tempos depois quando teólogos reformados analisaram de forma sistemática as diretrizes da Reforma.

São elas: a centralidade das Escrituras (Sola Scriptura); a justificação pela fé (Sola Gratia, Solus Christus, Sola Fide, Soli Deo Gloria); e o sacerdócio de todos os crentes.

É difícil saber quem utilizou pela primeira vez a expressão “5 solas”. Acredita-se que isso se deu a partir do período em que foram formulados os catecismos e as confissões de fé da Igreja Protestante. Da forma como é utilizada hoje, isto é, como um tipo de slogan da teologia reformada, provavelmente a expressão 5 solas somente passou a ser utilizada pelos cristãos a partir do último século.

Sola Scriptura (Somente a Escritura)

O sola Scriptura indica a inspiração, autoridade, suficiência, infalibilidade e inerrância das Escrituras. Isso significa que somente a Palavra de Deus deve ser identificada como regra de fé e prática da Igreja. Os reformadores acreditavam que a autoridade das Escrituras não depende do testemunho de qualquer homem ou mesmo da Igreja, mas unicamente do próprio Deus, seu Autor. Esse conceito contrastava diretamente com a teologia da Igreja Medieval. Naquela época a autoridade papal, a tradição e as formulações dos concílios possuíam autoridade equiparável às Escrituras. Todavia, apenas a Bíblia é a auto revelação especial de Deus e de sua vontade ao homem.

Solus Christus (Somente Cristo).

Solus Christus significa que Cristo é o único mediador entre Deus e o homem. Nenhum outro complemento precisa ser adicionado a sua obra redentora. Seu sacrifício substitutivo em nosso lugar é suficiente para o perdão de nossos pecados satisfazendo plenamente a justiça de Deus. Essa posição combatia o entendimento da liderança da Igreja que colocava outras pessoas em posição especial entre Deus e o restante dos homens. A Bíblia diz que somente pelos méritos de Cristo o homem pecador pode ser justificado diante de Deus. Nenhuma outra pessoa tem o poder de prover a reconciliação do homem com o Criador.

Sola Gratia (Somente a Graça).

Sola Gratia significa que a salvação é somente pela graça. Isso significa que ela é uma obra realizada unicamente por Deus não dependendo de qualquer cooperação humana. O homem nasce morto em seus delitos e pecados, e não pode obter a salvação mediante suas obras. Ele nem mesmo tem capacidade para desejar e amar aquilo que é espiritualmente bom. Na época da Reforma a Igreja estava envolvida num verdadeiro comércio da salvação. Vendia-se perdão de pecados a quem pudesse pagar. As esmolas, as boas obras, o comprometimento com as tradições da Igreja e as doutrinas humanas desenvolvidas por ela, garantiam um suposto lugar no paraíso aos seus fiéis. Mas definitivamente o homem não pode comprar a salvação pelos seus próprios esforços, nem mesmo optar por ela com sua vontade escravizada pelo pecado.

Sola Fide (Somente a Fé).

Sola Fide significa que a justificação é unicamente pela fé em Cristo, e até mesmo essa fé não tem origem no próprio homem, mas é dom de Deus. O homem não regenerado é incapaz de confessar que Jesus é o Cristo, o Unigênito de Deus. É somente através da obra sobrenatural do Espírito Santo fazendo-o nova criatura, que o homem pode responder com fé e arrependimento a mensagem do Evangelho. Este foi um ponto essencial na Reforma Protestante. Lutero se empenhou durante um longo tempo em uma grande busca pela salvação de sua alma. Mas ele teve sua vida transformada quando o Espírito Santo iluminou seu entendimento e ele conseguiu compreende toda verdade que há na declaração das Escrituras de que o justo viverá pela fé (Romanos 1.17).

Soli Deo Gloria (Somente a Deus a Glória).

O Soli Deo Glória é o resultado natural do Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia e Sola Fide. Quando se entende que somente a Palavra Deus é regra de fé e prática, que ela revela que unicamente Cristo é o mediador entre Deus e o homem, e que a salvação não vem de obras humanas, mas é pela graça mediante a fé, não há outra interpretação possível a não ser a de que a glória pertence somente a Deus. O propósito último da criação de todas as coisas e da salvação do homem é a glória de Deus. Deus é glorificado tanto naqueles que recebem a mensagem do Evangelho com a manifestação de sua graça, quanto naqueles que rejeitam o Evangelho com a manifestação de sua ira. Ninguém pode ocupar o lugar de Deus. Ele não divide Sua glória com ninguém e toda adoração nos céus e na terra pertence somente a Ele.

Infelizmente quando comparamos os 5 solas com o pensamento de muitas igrejas protestantes da atualidade, percebemos o quão distante elas estão das bases da Reforma e consequentemente das Escrituras.

06/11/2018

Perder para ganhar



1 Coríntios 6.12 “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”.

Na carta de Paulo aos Coríntios, essa afirmação nos demonstra que nem sempre o que é certo é bom para nós cristãos, podemos tirar a base do nosso tema.

Aos olhos do mundo, tudo que a nossa sociedade vive hoje parece ser normal, algumas coisas até são chamadas como lícitas, é o caso das bebidas alcoólicas, as famosas drogas lícitas.

Pois bem, ao analisarmos esse tema, que nos questiona sobre perdas mundanas para conquistarmos o reino de Deus, esse versículo bíblico citado nos ensina muito a respeito. O apostolo Paulo nos mostra que, podemos fazer tudo que está ao nosso alcance, mas nem tudo nos convém, ou seja, tudo o que fizermos terá um resultado.

Querer estar na presença de Deus é um ato que nos leva a muitas renuncias. Renuncias estas que passam a ser espontâneas a partir do momento que o Espírito Santo de Deus passa a habitar em nós.
No livro de Mateus, Jesus nos mostra a recompensa para aqueles que “perdem” o que o mundo tem pra dar:

Mateus 10.39 “Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á”.

Quando Jesus disse: “Quem achar sua vida perdê-la-á” podemos tirar várias reflexos acerca dessa afirmação. No meu ponto de reflexão como cristão, eu vejo que ao dizer que achando a vida, perdê-la-á, Ele quer nos mostrar que quando encontramos o verdadeiro sentido de nossa vida a perderemos de modo que tudo que era velho se faz novo.

Em seguida ele afirma que quando perdemos essa vida por amor a Ele, a acharemos, e de forma única. Deixaremos para trás tudo aquilo que não nos convém, tudo que um dia foi importante para nós, mas que aos olhos de Deus não era bom.

Quando Deus se torna o centro de tudo em nossas vidas, começamos a conhecê-lo a buscá-lo incessantemente, querendo a cada dia mais senti-lo próximo de nós. Esse sentimento de busca, de alegria, de esperança que habita em nosso coração quando estamos na presença de Deus, é o Espírito Santo, que está nos conduzindo ao encontro do Pai.

Renunciar as coisas que não nos convém é um ato involuntário daqueles que realmente conheceram Jesus Cristo. O temor a Deus nos faz refletir mais de uma vez quando estamos prestes a cometer algo errado. Esse temor nos leva a imediatamente entender que aquilo não agrada a Deus.

Na palavra de Deus encontramos vários homens que foram chamados para o seu ministério com 
Deus, e logo em seguida Deus ordena aos mesmo que renuncie certas coisas.

Genesis 12.1 e 2 “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção”.

Abraão renunciou estas coisas para obedecer a Deus. Assim somos nós que cremos e que estamos nessa jornada com destino à terra prometida. Devemos sim renunciar aquilo que aos olhos de Deus não é bom. A própria palavra nos diz que quando buscamos a Deus em primeiro lugar, tudo nos é acrescentado:

Mateus 6.33 “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês”.

Eu não digo que perdemos para ganhar o reino, eu digo que ganhamos muito mais do que perdemos, ao renunciar aquilo que não nos convém estamos aceitando e ouvindo a voz de Deus.

Quando o Espírito Santo de Deus toca em nós, imediatamente surge em nós o desejo de viver com plena dependência de Deus, renunciando aquilo que nos afasta Dele.

26/10/2018

Paz em todos os momentos e sentidos




2 Tessalonicenses 3.16 “O próprio Senhor da paz lhes dê a paz em todo o tempo e de todas as formas. O Senhor seja com todos vocês”.

Basta ligar a TV no noticiário ou abrir uma página da internet em algum portal de notícias para achar que o versículo acima é um completo absurdo, algo impensável em qualquer período da humanidade, Paz em todo o tempo e de todas as formas, mais conhecida como a paz que excede todo o entendimento. Como isso é possível?

Um dos desejos mais profundos de cada alma humana é a paz

O significado de Paz carrega uma série de qualidades secundárias:

1 – Relação entre pessoas que não estão em conflito; acordo, concórdia.

2 – Relação tranquila entre cidadãos; ausência de problemas, de violência.

3 – Situação de uma nação ou de um Estado que não está em guerra.

4 – Cessação total de hostilidades entre Estados, mediante celebração de tratado; armistício.

5 – Estado de espírito de uma pessoa que não é perturbada por conflitos ou inquietações.

6 – Estado característico de um lugar ou de um momento em que não há barulho e/ou agitação; calma, sossego.

Basicamente o que todo ser humano procura de alguma forma é a paz, o descanso, sem a paz não é possível estar alegre, feliz, tranquilo. Queremos, acima de tudo, paz em nossos corações.

O Senhor da Paz é o único doador da paz verdadeira

O sacrifício de Cristo é um símbolo de paz entre Deus e a humanidade:

Efésios 2 13 a 17 “Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto”.

Quando entendemos que houve a nossa reconciliação com Deus por meio do sangue de Cristo, podemos vivenciar e experimentar a Paz vivida por Jesus em sua humanidade e em seu relacionamento com o Pai. A sua confiança e comunhão ininterrupta com o Pai, mostra como isso refletiu na Paz vivenciada pelo Messias, geralmente descrito nas escrituras de forma serena e tranquila.

A paz do Senhor da paz é perfeita

João 14.27 “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-lá dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.

Como relatado por Jesus, existe um tipo de falsa paz, que vem do mundo, é apenas uma sensação de tranquilidade, algo quando tudo vai bem, as coisas começam a dar certo, sabemos que esse tipo de situação não dura para sempre, alguém que não está firmado, quando vier à adversidade perde facilmente essa sensação e ocorre o “temor” no coração.

Não é esse tipo de paz que o Senhor nos dá, muito mais do que isso Ele nos mostra a perspectiva da eternidade onde haverá paz plenamente, dessa forma não importa as circunstâncias que você vive, 
basta olhar novamente para Cristo e você terá a paz, terá a perspectiva correta da nossa criação.

Jesus reafirmou:

João 16.33 “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.

Por mais que venham as aflições e preocupações do dia a dia, a paz genuína vem de Cristo, motivo suficiente para renovarmos os nossos ânimos e deixarmos toda ansiedade e temores de lado.

Que você possa encontrar hoje a paz que vem do Senhor da paz.

20/10/2018

Qual a diferença entre Hebreus, Judeus e Israelitas?




De um modo geral, os termos hebreus, judeus e israelitas, todos se referem ao mesmo grupo de pessoas, a nação que nasceu de Abraão através de Isaque e Jacó, uma nação prometida e escolhida por Deus no Antigo Testamento (Gênesis 12.1 a 3 “Então o Senhor disse a Abrão: Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados"). Cada termo enfatiza algum aspecto da origem deste povo.

O termo Hebreu é utilizado pela primeira vez nas escrituras para se referir a Abraão (Gênesis 14.13 “Mas alguém que tinha escapado veio e relatou tudo a Abrão, o hebreu”...). Em seguida, ele é usado para se referir a José (Gênesis 39.14 e 17 “chamou os empregados e lhes disse: Vejam, este hebreu nos foi trazido para nos insultar! Ele entrou aqui e tentou abusar de mim, mas eu gritei”, “Então repetiu-lhe a história: "Aquele escravo hebreu que você nos trouxe aproximou-se de mim para me insultar”) e aos outros descendentes de Abraão através de Isaque e Jacó (Gênesis 40.15 “pois fui trazido à força da terra dos hebreus, e também aqui nada fiz para ser jogado neste calabouço", Gênesis 43.32 “Serviram a ele em separado dos seus irmãos e também dos egípcios que comiam com ele, porque os egípcios não podiam comer com os hebreus, pois isso era sacrilégio para eles”). É incerto porque Abraão é chamado de Hebreu. “Alguns sugeriram que a palavra “Hebreu” significa” do outro lado “ou” o que cruza de um ponto a outro, em alusão a Abraão deixando Ur e cruzando o rio Eufrates. Além disso, nenhuma outra razão especial é dada nas escrituras para chamar a nação que veio de Abraão, Isaque e Jacó de Hebreus. O termo, no entanto, identifica a nação como descendentes de Abraão. Tem sido sugerido por alguns que Hebreus é o nome nacional, que foi preferido por esta nação e o nome pelo qual as nações estrangeiras, muitas vezes se referem a eles.

O nome de Jacó, filho de Isaque (Gênesis 25.26 “Depois saiu seu irmão, com a mão agarrada no calcanhar de Esaú; pelo que lhe deram o nome de Jacó. Tinha Isaque sessenta anos de idade quando Rebeca os deu à luz”), que era o filho prometido de Abraão (Gênesis 17.19 “Então Deus respondeu: "Na verdade Sara, sua mulher, lhe dará um filho, e você lhe chamará Isaque. Com ele estabelecerei a minha aliança, que será aliança eterna para os seus futuros descendentes”), foi mudado para Israel quando ele lutou com um homem de Deus (Gênesis 32.28 “Então disse o homem: Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e com homens e venceu"). Assim, os descendentes de Abraão através de Isaque e Jacó (Israel) compunham a nação de Israel e às vezes eram chamados israelitas (Êxodo 9.7 “O faraó mandou verificar e constatou que nenhum animal dos israelitas havia morrido...”). Quando a nação se dividiu, as dez tribos do Norte arrogou para si o nome de Israel, e as duas tribos do Sul se tornou conhecida como Judá. Ambas as nações foram levadas cativas; Israel foi levado cativo pelos Assírios e a de Judá foi mais tarde levado cativo pelos Babilônios. Quando o cativeiro Babilônico terminou, os exilados de ambas as nações, Israel e Judá, retornaram à sua terra natal e foram novamente unidas sob a designação de Israel.

O termo judeus foi utilizado pela primeira vez para descrever os habitantes de Judá, o nome tomado pelas duas tribos do sul da nação de Israel durante a divisão. Depois do cativeiro babilônico, o significado foi estendido para abraçar a todos de Israel. É sugerido por alguns que este nome pode ter sido dado a todo o Israel neste momento porque a maior porção do remanescente do povo da aliança eram de Judá. Judeus são muitas vezes usados para contrastar ou para distinguir esta nação dos samaritanos, gentios ou prosélitos (João 4.9 “A mulher samaritana lhe perguntou: Como o Senhor, sendo judeu, pede a mim, uma samaritana, água para beber? Pois os judeus não se dão bem com os samaritanos”, Romanos 2.9 “Haverá tribulação e angústia para todo ser humano que pratica o mal: primeiro para o judeu, depois para o grego” e Atos 2.10 e 11 “Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próximas a Cirene; visitantes vindos de Roma, tanto judeus como convertidos ao judaísmo; cretenses e árabes...”).

Todos esses três termos continuaram a ser usados no Novo Testamento para descrever os descendentes carnais de Abraão através de Isaque e Jacó (2 Coríntios 11.22 “São eles hebreus? Eu também. São israelitas? Eu também. São descendentes de Abraão? Eu também”). Além disso, uma vez que os israelitas eram o povo escolhido de Deus do Antigo Testamento, no Novo Testamento, os termos judeu e Israel são ocasionalmente usados figurativamente para representar o povo escolhido de Deus hoje, a semente espiritual de Abraão, a igreja (Gálatas 3.29 “E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa”, Romanos 2.28 e 9.6 “Não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é meramente exterior e física”, “Não pensemos que a palavra de Deus falhou. Pois nem todos os descendentes de Israel são Israel”). Um estudo cuidadoso do contexto das passagens do Novo Testamento permitirá discernir o caminho que os termos são usados ​​no Novo Testamento e de quem eles falam.

Os termos Hebreus, Israelitas e Judeus são sinônimos próximos e são muitas vezes utilizados alternadamente. Todos os três termos se referem aos que têm descendência de Abraão através de Isaque e Jacó. Os termos são usados ​​em sentido figurado algumas vezes no Novo Testamento, em referência à semente espiritual de Abraão. Quando se fala da nação carnal de Israel, o termo hebraico amarra as pessoas diretamente a Abraão; Israelitas relaciona-os com Jacó, ou Israel, e judeus ou judeus nos lembra da terra natal deste povo e é usado para distinguir a raça de outras pessoas ou para contrastá-los com os outros.

20/09/2018

Sete benefícios em passar por tempos difíceis




Tudo o que Deus faz em nossas vidas é para o nosso benefício, incluindo sofrimento. Embora eles nunca parecem agradáveis no momento, tempos difíceis podem produzir benefícios maravilhosos em nossas vidas. É verdade que podemos passar por tempos difíceis por escolhas erradas, mas Deus também pode usar essa situação em prol de alguns propósitos.

Benefícios dos tempos difíceis

1 - A aflição nos leva a orar

Tiago 5.13 "Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores".

Salmos 107.6 "E clamaram ao Senhor na sua angústia, e os livrou das suas dificuldades".
Quando o sol está brilhando e tudo está indo como planejamos, nós não sentimos de fato a necessidade de Deus. Mas os tempos de tribulação nos leva a uma oração desesperada. Quando estamos impotentes para mudar nossa situação, clamamos ao nosso Salvador que nos livra da nossa angústia.

2 - A aflição nos mantém humildes

2 Corintios 12.7 "E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar".

Aflições nos lembram de como somos frágeis, nos mantém humildes. Lembra-nos que tudo o que temos é um dom. O orgulho leva a uma queda, mas Deus dá graça aos humildes. Em momentos difíceis estamos mais suscetíveis a receber a Graça de Deus.

3 - A aflição nos faz confiar no poder de Cristo

2 Corintios 12.9 "E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo".

Quando percebemos como somos impotentes, então Jesus pode exibir o seu poder em nossas vidas. Quando nós já esgotamos todos os nossos próprios recursos, Jesus aparece no momento certo, como o herói em um filme que vem para salvar alguém no último segundo.

4 - A aflição nos traz a consolação do próprio Deus

2 Corintios 1.3 "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação".

Há momentos em que não existem palavras humanas para confortar ou consolar. Mas o próprio Deus nos conforta quando clamamos a ele em nossa dor. O Deus de toda consolação, aquele que sabe exatamente o que nossos corações quebrados precisa, nos consola em todas as nossas tribulações. Aquele que formou o nosso coração, que conhece cada gota de tristeza, sabe o medicamento exato que precisamos.

5 - A aflição nos dá compaixão pelos outros

2 Corintios 1.3 E 4 "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus".

Quando alguém já enfrentou o mesmo problema ou talvez ainda maiores, suas palavras realmente podem nos confortar. Por mais que sua dor seja terrível agora, acredite ver alguém que passou por provações ainda mais terríveis e as superou, poderá redobrar seu ânimo. No futuro Deus irá te usar como testemunho vivo do seu poder para que você console outras pessoas.

6 - A aflição produz paciência, experiência e esperança

Romanos 5.3 e 4 "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança".

A única maneira de obter paciência e perseverança é ser colocado em situações que exigem isso. Mas vai valer a pena no final, porque é por suportando pacientemente na fé que vamos entrar no céu. No final você irá se tornar mais experiente e mais esperançoso crendo que vai valer a pena.

7 - A aflição nos lembra que este mundo não é nosso lar

Hebreus 13.14 "Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura".

Momentos difíceis nos faz querer a volta de Cristo, nos faz desejar estar com Ele e nos lembrar que estamos em um lugar transitório, que nossa morada não é aqui. Mais do que isso, nos faz lembrar que toda aflição e sofrimento que estamos passando terá fim, e que no fim estaremos em um lugar muito melhor de modo que não se pode comparar com nada com o que temos aqui.

Enfim, que esses motivos estejam em sua mente nos tempos difíceis e te ajude a superar qualquer tribulação.

10/01/2018

Por que Jesus disse que muitos são chamados, mas poucos escolhidos?



Mateus 22.14 "Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos".

Antes de explicar o versículo acima, analisemos outros 2 versos bem conhecidos:

Mateus 11.28 "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei".

João 3.16 "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".

Quem são os Chamados?

A afirmação foi feita no final da parábola do homem sem veste nupcial. Se você observar cuidadosamente, nesta parábola aqueles que foram os primeiros a serem chamados (os judeus), não apareceram para o casamento do filho do rei. E o rei então enviou um convite aberto a todos. Ele disse:

Mateus 22.9 "Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes".

E todos os que estavam disponíveis vieram. Não foi restrito a um número limitado. Ele disse: “A todos quantos achareis”. Ou seja, qualquer um e todos que estavam ao redor.

Todos são chamados?

Acredito que aqui cabe uma reflexão, só podem ser chamados os que são convidados, existem milhares de pessoas no mundo em países remotos ou países onde há perseguição que não foram “chamados” porque não foram encontrados.

A ordenança do Rei é que o convite deveria ser feito a todos que fossem encontrados, cabe a nós cristãos nos esforçarmos ao máximo para levar o convite ao máximo de pessoas possíveis.

Muitos responderam ao convite aberto do Rei. Por isso, Jesus disse: “Muitos são chamados”, no sentido de muitos deram ouvidos ao chamado, nem todos os que foram convidados aceitaram ao chamado.

Também na grande comissão final, Jesus disse:

Marcos 16.15 "Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas não aquele que crer será condenado".

Quem são os escolhidos

Nem todos estão dispostos a ouvir o Evangelho, dessa forma temos os que são chamados, mas não dão ouvidos, os que são chamados e dão ouvidos, isso não faz dele um escolhido, atentemos pela segunda parte da parábola:

Mateus 22.11 e 13 "E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes".

Existe um grupo de pessoas que mesmo dando ouvido a Palavra de Deus, ao convite, não se preparam para a festa, veja que o convidado da parábola ao ser questionado fica mudo, sabendo que não se preparou devidamente.


Mas há alguns que respondem ao chamado, se convertem verdadeiramente à mensagem do Evangelho. Estas são as únicas, que são referidos como: “Poucos são escolhidos”.

09/01/2018

O que significa ser um escravo de Cristo?



Escravos ou Servos?

Você sabia que é possível encontrar a palavra grega para “escravo” cerca de 150 vezes no novo testamento?

Isso não deve nos surpreender porque estimam que cerca de uma em cada quatro pessoas no Império Romano foram escravos, mas a palavra “servo” é traduzida como “escravo” apenas em algumas dessas 150 vezes que é mencionada. Por quê?

Os tradutores não gostaram realmente da palavra “escravo” por causa das conotações que a palavra trouxe. Eles achavam que “servo” era melhor do que “escravo”. Talvez pensassem que era menos ofensivo para o leitor ser chamado de servo do que de escravo, mas de qualquer maneira, eles fizeram uma grande injustiça para as escrituras.

As poucas vezes que os autores realmente escreveram “escravos” e não “servos” foi quando eles disseram que somos ou “escravos do pecado” ou “escravos da justiça.”

Por alguma razão, em vez de traduzir a palavra grega “doulos” na palavra “escravo” eles traduziram como “servo” e há uma enorme diferença entre ser um escravo e ser um servo.

Um servo trabalha para seu mestre e então eles vão para casa. O mestre não é dono do servo, pois ele paga pelo seu trabalho, mas um escravo não tem salário. Eles não têm direitos. Eles não mandam em si mesmos.

No entanto, o escravo acaba se tornando parte da família, e não tem que se preocupar quando será sua próxima refeição, eles não têm que se preocupar com onde vão dormir à noite, ou com o valor do aluguel e as contas de casa. Isso é porque eles são mais do que escravos… Eles são parte da família. Essa era a relação entre a maioria dos escravos e seus mestres no primeiro século.

Amor dos Escravos

Você não pensaria que os mestres dos escravos os amariam como um deles, mas, de fato, eles eram parte da família como o cônjuge e os filhos.

Um exemplo foi quando um centurião romano enviou um homem a Jesus para ajudá-lo a curar seu servo ou escravo, está escrito:

Mateus 8.5 e 6 “E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe, e dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa, paralítico, e violentamente atormentado”.

Então Jesus concorda em curá-lo (Mateus 8.7), mas o centurião não pensa que ele é digno de ter Jesus vindo à sua casa e diz:

Mateus 8.9 “Pois também sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz”.

Então a palavra não é “servo”, e sim “escravo”, então o ponto de tudo isso é que os escravos são atraídos para o seu mestre mais do que qualquer servo jamais seria, portanto, ser escravo de Cristo é melhor do que ser um servo.

Um servo não conhece a vontade de seu mestre como o escravo que vive com ele. Os escravos eram mais do que apenas propriedades, em vez disso, em muitos casos, eram considerados uma parte da família. Isso é parte da razão pela qual devemos ser escravos de Cristo e não simplesmente servos de Deus. Ele nos possui. E isso é bom.

Por que servo e não escravos?

Como disse anteriormente, os tradutores não gostavam de usar a palavra escravo porque havia muito estigma associado a essa palavra.

Eles viram isso como uma desvantagem porque é muito humilhante, muito depreciativo e também condescendente. Pelo menos é o que eles pensavam, então, eles optaram por encobrir a palavra escravo e substituí-la por servo.

É por isso que eles queriam eliminar a palavra "escravo" inteiramente do Novo Testamento. Somente quando eles escreveram sobre sermos escravos do pecado ou escravos de justiça, que usaram a palavra “doulos” ou escravo.

Era comum o pensamento de que a palavra “escravo” é muito negativa, mas eles estavam errados sobre isso, porque se o Espírito Santo diz que somos escravos de Cristo, então é o que ele pretende que seja.

Se o Espírito Santo quisesse usar a palavra “servo” ele teria inspirado os autores a escrever isso, mas ele certamente não o fez.

Para aqueles que ainda não confiaram em Cristo, eles são servos, mas servos do Diabo, sendo guiados por ele (2 Coríntios 4.3 e 4), no entanto, aqueles que morreram para si mesmos e confiaram em Cristo, eles não são mais escravos do pecado, mas escravos de justiça.

Não somos servos da carne, mas escravos do Mestre. O lugar de um escravo na família de Deus é reservado para os santos comprados pelo sangue de Deus. Você e eu fomos comprados por um preço. O preço do precioso sangue do Cordeiro de Deus (1 Coríntios 6.20). Não somos de nós mesmos, nem Satanás nos possui mais.

Ele é Senhor e Mestre

Jesus é claramente nosso Senhor e Mestre. O apóstolo Paulo escreveu que:

Romanos 10.12 "não há diferença entre judeus e gentios, pois o mesmo Senhor é Senhor de todos e abençoa ricamente todos os que o invocam”.

E como ele é o “Senhor de todos”, isso significa que ele é nosso Senhor e você não pode ter outro. O Mestre ou Senhor está sobre tudo. Incluindo seus escravos. Não podemos chamá-lo de Senhor, Salvador e Mestre, a menos que sejam seus escravos, porque chamá-lo de Mestre insinua que somos seus escravos.

Um mestre não possui um servo; Um mestre possui um escravo, caso contrário, não poderíamos chamá-lo de “mestre”, então, como Jesus é nosso Mestre, devemos ser sua propriedade, suas posses compradas pelo seu próprio sangue, portanto “vocês não são de si mesmos” (1 Coríntio 6.19), mas sim, somos dele.

Conclusão

Ser um escravo de Cristo é permanecer com Cristo, como os escravos costumavam permanecer ou viver com seu mestre.

Significa que deixamos a nossa vontade para fazer a Sua vontade. Significa que não possuímos nada além do que ele nos deu (1 Coríntios 4.7). Isso significa que somos seus bens. Não é como se tivéssemos uma escolha no assunto.

Os escravos estão no capricho do dono e não no controle de suas próprias vidas. Uma coisa boa sobre ser escravo de Cristo é que não somos mais escravos do pecado. Nós também estávamos mortos em nossos pecados, sem sequer perceber isso (Efésios 2.1 e 2).


É por isso que devemos morrer para nós mesmos e viver para Cristo. Nós vivemos por ele, porque somos dEle e o que ele deseja deveria ser o que desejamos. Isso porque um escravo conhece melhor seu mestre do que um servo e as recompensas por escravos são infinitamente maiores do que de apenas um servo.

08/01/2018

O que significa concupiscência dos olhos



A frase “concupiscência dos olhos” é encontrada em 1 João 2.15 a 17 “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. “O que é essa” concupiscência dos olhos”?

Simplificando, a concupiscência dos olhos é o desejo de possuir o que vemos ou para ter as coisas que têm apelo visual. Esta cobiça de dinheiro, bens ou outras coisas materiais não é de Deus, mas do mundo que nos rodeia. João enfatiza que essas coisas não duram, elas passarão. Em contraste, o Filho de Deus é a eternidade garantida.

Os Dez Mandamentos abordou a concupiscência dos olhos em sua proibição contra a cobiça. Êxodo 20.17 diz, “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.” cobiça pode incluir um desejo de ter pessoas, posses ou status.

Satanás usa a concupiscência dos olhos, como uma avenida da tentação. Parte da razão de Eva ouvir a serpente no Jardim foi que ela olhou para o fruto proibido e viu que era “agradável aos olhos” (Gênesis 3.6). Satanás usou uma imagem visual para ajudar na tentação. Satanás tentou uma tática semelhante em Jesus. Uma de suas tentações no deserto foi uma tentativa de fazer Jesus cobiçar poder terreno. Satanás usou um visual que ele “mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles” (Mateus 4.8). É claro que Jesus não sucumbiu à concupiscência dos olhos, e Satanás foi derrotado (versículos 10 e 11).

Devemos seguir o exemplo de Jesus e, no poder do Espírito Santo, resistir à concupiscência dos olhos. O mundo está cheio de “atrações visuais”, glamour e ostentação. Materialismo acena com a promessa de felicidade e realização. Uma sociedade saturada de mídia nos bombardeia com campanhas de publicidade que poderia muito bem dizer: “Pegue isso!”

Nem tudo que reluz é ouro, e o Filho de Deus sabe que a fama, fortuna e elegância desaparecem rapidamente (Provérbios 23.5). Nosso foco não é mais o novo produto ou última moda. Nosso objetivo não é manter as aparências ou nos cercar com as armadilhas da reluzente magnificência. Em vez disso, nosso objetivo é “conhecer a Cristo e o poder da sua ressurreição e a comunhão da partilha dos seus sofrimentos” (Filipenses 3.10). Nossos olhos devem estar em Jesus (Hebreus 12.2).


Nossa visão é a eternidade.